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As 5 Fases do Desenvolvimento Psicossexual segundo Freud: como a infância molda quem somos

  • Foto do escritor: Prof. Paulo Psicanalista Didata
    Prof. Paulo Psicanalista Didata
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

Você já parou para pensar por que alguns adultos têm dificuldade em lidar com frustrações? Ou por que certas pessoas são extremamente organizadas, ou completamente desorganizadas? Para Sigmund Freud, a resposta pode estar na infância.


O criador da psicanálise desenvolveu a teoria das fases psicossexuais, onde a libido (energia sexual) se concentra em diferentes partes do corpo ao longo do desenvolvimento infantil.

  • Freud quis mostrar como se desenvolve a sexualidade em um indivíduo até chegar na fase adulta. Cada fase traz oportunidades de crescimento, mas também riscos de "fixações" que podem gerar padrões de comportamento e até patologias na vida adulta.


Vamos entender cada uma delas de forma suscinta?


1. Fase Oral (0 a 1 ano) – O prazer pela boca


  • Nessa fase, o bebê explora o mundo através da sucção, alimentação e contato bucal. Quando bem acolhido, desenvolve confiança e vínculos afetivos. Porém, frustrações ou excessos podem levar, na vida adulta, a comportamentos como tabagismo, compulsão alimentar ou dependência emocional.


2. Fase Anal (1 a 3 anos) – Controle e autonomia


  • É a fase do treinamento para usar o banheiro. Aqui, a criança aprende sobre regras, disciplina e autonomia.

  • Se os pais são muito rígidos, pode surgir um adulto obsessivo, perfeccionista (fixação anal-retentiva).

  • Se são permissivos demais, a tendência é à bagunça, rebeldia e desorganização (fixação anal-expulsiva).


3. Fase Fálica (3 a 6 anos) – Descoberta dos genitais e o Complexo de Édipo


  • Neste período, a criança percebe as diferenças entre os sexos e surgem os primeiros sentimentos de rivalidade e identificação com os pais.

  • O sucesso nessa fase consolida a identidade sexual e a internalização de regras (formação do Superego).

  • Já os conflitos podem gerar narcisismo, rivalidade excessiva ou baixa autoestima.


4. Fase de Latência (6 a 11 anos) – Energia reprimida virada para o mundo


  • A libido “adormece” e a criança direciona sua energia para a escola, amigos e hobbies.

  • Quando saudável, essa fase fortalece habilidades sociais e cognitivas. Se há repressão excessiva, podem surgir timidez, isolamento e dificuldades de socialização.


5. Fase Genital (puberdade em diante) – Maturidade afetiva e sexual


  • Finalmente, a libido volta aos genitais, mas agora integrada à capacidade de amar e estabelecer vínculos maduros.

  • Quem passou bem pelas fases anteriores tende a ter relacionamentos equilibrados. Quem não passou, pode enfrentar problemas de intimidade, relacionamentos instáveis ou imaturidade sexual.


E o que isso tem a ver com a vida adulta?


  • A grande sacada de Freud é que conflitos não resolvidos na infância podem se repetir em padrões de comportamento, sintomas e sofrimento psíquico na vida adulta.

  • Aqui não apresentei as patologias, mas entender a essência dessas fases significa fazer uma leitura da mente humana, ter autoconhecimento e conceitos importantes para exercer a clínica psicanalítica.


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